Não sei nem como continuar. Eu, Belástica, estava querendo acreditar que era tudo um sonho, o que na verdade não era! Sabe quando dizem que há uma luz no fim do túnel? Havia uma luz no fim do escorregador! Em algum momento da descida, eu havia deixado a minha mochila que continha tudo o que nescessitávamos na 'viagem'.
A cada segundo passado da descida só aumentava, em mim, um repentino friozinho na barriga que me deixava meio ansiosa de chegar ao final do escorregador. Às vezes, não sei como, as cores de nossa pele, cabelo, roupa e até o próprio escorregador mudavam... Mas logo voltavam à tonalidade natural. E isso era muito estranho.
A luz parecia ainda mais forte e ainda mais clara enquanto descíamos. Os três fechamos os olhos e só ficámos esperando a queda.
Para nossa surpresa, não caímos. Foi tudo tão rápido e tão estranho! Garota Maravilha, não sabemos como, estava serena, com olhar fixo para frente e segurava uma de minhas mãos e uma das mãos de Menino Mágico. Íamos cair, mas ela no puxou para cima. Nós estávamos voando!
- Incrível! - eu e M&M fizemos coro.
Garota Maravilha continuava serena. Se nos soltasse, íamos cair. E dessa vez iria ser pior, concerteza! Seu olhar voltou. Assustou-se com o que estava fazendo: voando. E eu e M&M, adivinha: caímos!
A cada metro que chegávamos perto do chão, conseguíamos ver o lugar em que estávamos. Tudo estava tão... Perfeito! Um verdadeiro paraíso!
- Me ajude, M&M! - gritei quase que sem fôlego.
Ele me olhou confuso, fechou os olhos. Engraçado. A luz o envolveu e o transformou. Ele disse algumas palavras "Tarmaleinkerl" e estávamos num tapete mágico!
- Parabéns, Aladin! - os dois sorrimos.
Garota Maravilha estava voando ao nosso lado. Ela deu um sinal de positivo significando que tudo estava bem com ela e prosseguimos.
"Pousamos" em um lugar plano coberto por planta rasteira e árvores multicoloridas. Um lugar novo, estranho, perfeito e mágico. Iríamos explorar tudo alquilo, concerteza!
Eu e M&M pulamos do tapete, G. M. (Garota Maravilha) já estava no chão. Os chamei para seguir-mos para o lado oeste, uma sugestão. Eles olharam pra mim espantados. Eu não estava entendendo o por quê.
- Belástica! Olhe pra baixo!
Quando vi, meu pés estavam no fundo de um buraco mas meu corpo estava normal. Eu sou elástica! E para testar isso, como G. M. estava longe, tentei um abraço à distância. Que estranho ver meus braços tão longe!
Nenhum comentário:
Postar um comentário